sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ô de casa?!



Com o poema "Ô de casa?!", que escreveu em homenagem ao pai - que é vaqueiro - o estudante Henrique de Oliveira, de 12 anos, foi um dos premiados na Olimpíada de Língua Portuguesa, organizada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisa em Ação Comunitária), em parceria com o Ministério da Educação.
Henrique mora na pequena cidade de José da Penha, a 416 quilômetros de Natal, e participou do concurso com mais 3 milhões de estudantes de 40 mil escolas públicas de todo o país. A Escola Municipal Ariamiro Germano da Silveira, onde o menino estuda, possui 110 alunos e não conta com salas de leitura, laboratório de informática ou Ciências.
  

“Agora vai ser bom demais. Vou ter uma biblioteca na escola. Vou ler ainda mais. Eu adoro escrever e gostei muito de ser poeta. Poeta da minha terra. Chamei o barro de tapete vermelho e a chuva de visita. E escrevi sobre a alegria que temos quando a visita chega e molha o nosso tapete vermelho. É a felicidade no sertão. Eu sabia que eu ia ganhar. Tava tão confiante que nem tive medo de andar de avião. Nunca tinha andado num transporte daquele”, lembrou Douglas.

Ô de casa?!

Ê, Ê, Ê... Morena
Ô, Ô, Ô... Machada
Ê, Ê, Ê... Grauno
Ô, Ô, Ô... Pelada.
O vaqueiro solta a voz
No oco do mundo,
Com seu aboio triste,
Em poucos segundos,
Encanta gente e gado.
"Eita" aboio profundo!
Chapéu de couro e gibão,
Luvas e peitoral,
Perneiras e sandálias,
Tudo artesanal.
Ofício de meu pai,
Vaqueiro magistral.
O sertanejo anseia
Uma visita em nossa terra,
Faz as honras da casa
E ansioso espera,
São José intercede
E o povo por ela reza.
Quando a visita chega
Molha o tapete vermelho,
Desbota ele todo,
O caminho é só lameiro,
Pra nós é festa,
É festa "pros violeiro".
Eles cantam e encantam
Aqui no nosso recanto,
Em noite de cantoria
Improvisam com seu canto,
É coisa da nossa gente
Aqui do nosso canto.
Sítio Gerimum
Este é o meu lugar,
Pedaço de chão resistente
Como o povo que aqui está,
Que semeia coragem,
E faz a esperança brotar.
Meu Gerimum é com G,
Você pode ter estranhado,
Gerimum em abundância
Aqui era plantado,
E com a letra G
Meu lugar foi registrado.
Este ano a visita
Raramente se aconchegou,
Sua ausência causou tristeza
E o nosso sertão chorou,
Nem as lágrimas derramadas
O chão seco molhou.
O tempo parece mudado,
Mudou o verde do capim,
A brisa está mais quente,
Não faz um carinho assim,
Até os passarinhos
Voaram pra longe de mim.
Espero que os bons ventos
Fluam em nossa cidade,
Visitem José da Penha
Sem nos deixar saudade,
Tragam-nos boa-nova
Espalhando prosperidade.
Enquanto espero a visita
Você pode entrar,
Também é meu convidado,
Pode se aproximar
Nossa essência permanece

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O BRINCAR E O PLANETA


Os grandes pensadores da Educação


Por trás do trabalho de cada professor, em qualquer sala de aula do mundo, estão séculos de reflexões sobre o ofício de educar. Mesmo os profissionais de ensino que não conhecem a obra de Aristóteles (384-322 a.C.), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) ou Émile Durkheim (1858-1917) trabalham sob a influência desses pensadores, na forma como suas ideias foram incorporadas à prática pedagógica, à organização do sistema escolar, ao conteúdo dos livros didáticos e ao currículo docente.
Antes mesmo de existirem escolas, a educação já era assunto de pensadores. Um dos primeiros foi o grego Sócrates (469-399 a.C.), para quem os jovens deveriam ser ensinados a conhecer o mundo e a si mesmos. Para seu discípulo Platão (427-347 a.C.), o conhecimento só poderia ser alcançado num plano ideal e nem todos estariam preparados para esse esforço. Aristóteles, discípulo de Platão, inverteu as prioridades e defendeu o estudo das coisas reais como um meio de adquirir sabedoria e virtude. O sistema de ensino que ele preconizou era acessível a um número maior de pessoas.
Conheça 49 personalidades que mudaram o jeito de pensar e fazer educação clicando aqui!

O que é Educopédia?


A Educopédia é uma plataforma online colaborativa de aulas digitais, onde alunos e professores podem acessar atividades autoexplicativas de forma lúdica e prática, de qualquer lugar e a qualquer hora. As aulas incluem planos de aula e apresentações voltados para professores que queiram utilizar as atividades nas salas, com os alunos.
As atividades incluem vídeos, animações, imagens, textos, podcasts, mini-testes e jogos, seguindo um roteiro pré-definido que obedece a teorias de metacognição. A plataforma visa melhorar a qualidade da experiência educacional, a partir da utilização das novas tecnologias e novas descobertas da neurociência, para a criação de um modelo pedagógico que melhor responda às demandas das crianças e jovens.
A Educopédia é clara, direta e extremamente intuitiva para que alunos e professores possam utilizá-la sem a necessidade de treinamento. A navegação foi pensada para pessoas com qualquer nível de letramento digital. Além de uma opção prática para professores que desejam integrar novas tecnologias a seu dia-a-dia, a Educopédia passa a ser mais uma alternativa para alunos que perderam aulas; que não compreenderam o conteúdo; que precisam de um reforço escolar e também para o desenvolvimento constante e aprofundado de competências e habilidades.


A Educopédia foi idealizada por Rafael Parente, Subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação e sua realização só foi possível graças ao imenso apoio do Instituto Oi Futuro e da Secretaria de Ensino a Distância do Ministério da Educação.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que é literatura de viagem?

Quando vai viajar, como você monta o seu roteiro de viagem? Hoje em dia é fácil planejar uma viagem com a ajuda da internet e dos guias de viagem, mas houve um período em que as coisas não eram bem assim. Poucas pessoas se aventuravam a encarar meses num trajeto cujo fim ninguém sabia. As informações do destino eram remotas, conhecer terras distantes era sinônimo de desbravar novos horizontes.

Foi nessa época que surgiu a literatura de viagem - travel writing, em inglês -, bem diferente dos guias de viagem que existem hoje. A literatura de viagem segue uma direção diferente dos guias: seduzir a imaginação do leitor com um texto envolvente, indo além das anotações de um diário de bordo ou de uma descrição pura e simples. Também é diferente da literatura que se passa em uma determinada cidade ou país, como os livros que estão no nosso especial "Volta ao em mundo em (+ de) 80 livros", pois é escrita por um "turista".
A literatura de viagem é geralmente uma memória das experiências de uma pessoa visitando um lugar que não é o lugar que ela vive. Clique aqui e conheça grandes obras da literatura de viagem!

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